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Coronavírus: o mal invisível que aproximou as pessoas do que é mais importante.

Texto-base: Isaías 26:9, 20-21

Já ouviram aquele ditado que comumente se fala: "Há males que vêm para o bem"? Pois é... analisando as mudanças impostas nessa época na sociedade, por causa do coronavirus, vemos mais do que nunca que esse ditado pode ser verdadeiro. Calma, calma! Antes de vir me xingando, esculachando a mensagem que quero passar nesse post, escute o que tenho a dizer: não estou diminuindo a periculosidade e a taxa de mortalidade do vírus. Se cuidem dele, ficando em casa (quem puder)! Porém, as consequências que esse vírus trouxe para o mundo não foram apenas mortes e tristeza, inacreditavelmente.
O Brasil, por se achar o inatingível, não acreditou que o vírus chegaria tão rápido aqui no país e passaram os meses de janeiro e, principalmente, o de fevereiro festejando, farreando e fazendo tudo o que a carne gosta. De repente, por causa das aglomerações e por causa dos turistas que viajam até aqui para prestigiar essa festa carnal, o corona se instala rapidamente e o desespero começa.
Já perceberam que, quem antigamente não tinha tempo nem para tomar café da manhã com sua família, de uma hora para a outra foi obrigado a ter? Já perceberam que muitos filhos que, antigamente eram tidos como desnaturados ou que não se importavam muito com seus pais, rapidamente passaram a se responder importar? Já perceberam também que o amor ao próximo aumentou nesses dias? E a pergunta principal: já perceberam quantos que, antes desse vírus não queriam nem saber de Deus, se chegaram ao Pai Celestial e só falam Dele?
Hoje, dia 5 de abril, toda a Igreja de Cristo no Brasil levantou, por convocação do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, um jejum e um grande clamor em prol da nação, das autoridades e pedindo a intervenção divina para conter a ameaça real desse vírus que nos cerca. Já perceberam que a Igreja de Cristo se chegou mais perto de Deus, mesmo estando cada membro em suas casas?
Esse vírus, um mal invisível aos nossos olhos, não trouxe apenas mortes e dores, mas também veio para ensinar a humanidade e o povo de Deus muitas lições que necessitavam ser aprendidas. Esse é o significado de "Há males que vêm para o bem". Como diz o nosso texto básico, somente quando o Senhor vem julgar o mundo, é que as pessoas aprendem aquilo que é justo e reto. "E porque a humanidade não aprende de boa vontade?", alguém pode estar se fazendo essa pergunta. A resposta está nas entrelinhas do texto básico de nossa reflexão.
A humanidade só aprende o que é bom, o que é reto e justo "na base da pancada". Só aprendemos a dar valor a algo quando esse algo vai embora, sendo esse algo, no nosso caso, a segurança, o conforto e a habitualidade. Falo de experiência própria pois, além de cristão, sou um ser humano como todos vocês e sou falho e imperfeito.
Nós, infelizmente, só aprendemos quando levamos uma grande pisa do nosso Pai. Só aí sabemos a importância, a dependência que temos Dele, e nos chegamos até Ele. Não estou dizendo com 100% de certeza de que isso que acontece no mundo é um juízo de Deus para com os pecados da humanidade; pode ser apenas algo que Ele permitiu para nos ensinar, ou alguma consequência de nossas ações. Mas não descarto também a possibilidade que Ele tenha enviado esse vírus como um julgamento, pois nós, infelizmente, merecemos, como nação que zomba e não quer nada com Deus.
Porém, seja qual for o papel do Senhor nesses acontecimentos, se foi enviado por Ele ou permitido, tudo aponta para Ele, porque somente nas pancadas, nas pisas, na dor e no sofrimento, é que a humanidade se humilha e começa a buscar a Deus.
Que nós venhamos aprender as lições que esse vírus nós trouxe, e gravar em nossos corações quando tudo isso passar. Que não entre por um ouvido e saia pelo outro; que sejam ensinamentos permanentes, que não venhamos nos afastar do Deus Vivo, quando essa onda de sofrimento passar, mas que venhamos manter firmes a nossa fé e a nossa comunhão com Ele, porque no final de tudo, todas as coisas apontarão para Ele e nos mostrarão o quanto somos insignificantes e o quanto dependemos Dele.

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